MANIFESTO OQVA

I

O que faz um bom fundador?

A definição real

Pergunte a bons investidores e eles dirão o mesmo que sabemos: os melhores fundadores não são os de melhores ideias ou os currículos mais impressionantes.

Os melhores fundadores são aqueles que:

Entendem o domínio profundamente. Não academicamente. Não na teoria. Eles viveram o problema. Trabalharam na indústria. Sentiram o atrito. Entendem o que os concorrentes perdem porque passaram tempo na trincheira onde a maioria não olha. Isso não se finge. O mercado percebe autenticidade. Quando um fundador fala do seu domínio, clientes e investidores sabem na hora se ele viveu ou está performando.

Sabem falar com autenticidade. Conseguem enfrentar uma plateia—cliente, investidor, jornalista, uma sala—e se comunicar sem fingir. Não precisam de deck polido nem de assessor de imprensa traduzindo a visão em corporativês. Articulam o que entendem com clareza, direto e com convicção. Respondem perguntas difíceis sem desviar. Sabem o que não sabem e admitem. Isso é raro. A maioria, no calor da hora, recorre a jargão ou rodeios. Fundadores autênticos não. Eles falam.

Estão dispostos a ser visíveis. Entendem que o principal ativo é a credibilidade e a voz. Por isso não se escondem. Não erguem um muro de comunicadores entre eles e o mercado. São donos da missão em público. São a cara do que constroem. Aparecem. Assumem o risco de reputação. Sabem que essa visibilidade não é opcional—é a base da confiança do mercado.

Têm ética de trabalho implacável. Não no sentido de "trabalhar 80 horas por semana"… mas no sentido de aparecer quando importa. Fazem o trabalho incômodo que outros não fazem. Lidam com rejeição sem desistir. Iteram sem reclamar. Entendem que construir algo real exige compromisso sustentado, não sprints.

Podem ser orientados. Não são frágeis. Não ficam na defensiva com as ideias. Podem discordar forte e mudar de opinião com evidência melhor. Aceitam ser desafiados, testados e questionados. Confiam que bom conselho vem de quem tem skin in the game e se importa com resultado, não de quem quer massagear o ego.

É isso. É isso que faz um bom fundador.

Não credenciais. Não sucessos passados. Não capacidade de codar, desenhar ou captar. Não pitch matador nem história de origem convincente.

Profundidade de domínio + autenticidade + visibilidade + ética de trabalho + coachabilidade.

Se você tem isso, o mercado confia em você. Clientes acreditam. Investidores apostam. Parceiros querem trabalhar com você.

Se não tem, nenhum capital ou suporte de infraestrutura resolve.

II

Por que a maioria dos fundadores não consegue apoio cedo

O problema de infraestrutura

A armadilha que a maioria enfrenta:

Você tem insight de domínio. Está pronto para lançar. Mas ainda não tem produto. Não tem tração. Não tem prova de que o mercado quer o que você está construindo.

Aí você vai aos investidores.

Bons investidores perguntam: Qual seu MVP? Como você vai saber se clientes querem isso? Qual sua estratégia de go-to-market? Quem constrói? Como você gerencia operações ao escalar?

E a resposta honesta é: Você ainda não sabe. Precisa descobrir. Precisa construir a infraestrutura—produto, posicionamento, operações, marca—que transforma seu insight em empresa de verdade.

Mas infraestrutura custa dinheiro e traz risco de execução.

Construir produto custa. Desenhar marca coerente custa. Montar sistemas operacionais custa. Contratar ou gerenciar contratados custa. Tudo isso tem custo financeiro e risco de execução reais.

A maioria dos investidores não consegue apostar nessa fase porque:

  1. Não têm capacidade operacional para reduzir o risco da construção de infraestrutura. São alocadores de capital, não operadores. Sabem escolher vencedores, mas não conseguem gerir a complexidade de produto, posicionamento e operações em estágio inicial. Se algo dá errado na execução, têm pouca capacidade de diagnosticar e corrigir.
  2. A exposição financeira é alta demais em relação ao que podem aprender. Se forem um VC típico, o cheque mínimo costuma ser grande o bastante para que o risco de falha de infraestrutura seja inaceitável. Preferem esperar proof of concept e então entrar com mais capital.
  3. O portfolio é grande demais para dar suporte operacional próximo. Mesmo que quisessem, um VC com 50+ empresas não consegue se envolver a fundo na construção de infraestrutura de uma empresa pré-produto. Não têm banda.

O sistema gera um catch-22:

Fundadores precisam de apoio operacional para lançar—produto, posicionamento, operações.
A maioria dos investidores não consegue dar esse apoio sem proof of concept.

Por isso a maioria dos fundadores chega ao lançamento já diluída pela sobrecarga de infraestrutura. Passaram seis meses aprendendo a gerenciar contratados, debugando sistemas de design, discutindo com devs, descobrindo posicionamento. Quando enfim lançam um MVP, estão esgotados e a atenção fragmentada.

A consequência de mercado

Esse timing gera uma desvantagem competitiva que se acumula.

Os fundadores que conseguem apoio cedo (de famílias ricas, anjos que acreditam neles, ou trabalhando no domínio e construindo conexões) saem na frente. Lançam produto meses antes. Falam com clientes antes. Refinam posicionamento antes. Constroem confiança de marca antes. No fim, têm mais tempo para iterar até o que funciona.

Quando outros fundadores com insight de domínio igualmente bom enfim têm o MVP e o posicionamento prontos, o líder de mercado já está voltas à frente.

A diferença não é insight de domínio ou qualidade do fundador. É quem chegou à execução primeiro.

III

A posição real da OQVA

Investimos no problema de infraestrutura

A OQVA existe para resolver o problema de timing absorvendo o risco de infraestrutura que a maioria dos investidores não consegue gerir.

Podemos fazer isso porque:

  1. Temos capacidade operacional para gerir risco de execução. Já atuamos como provedores de serviço. Construímos ventures do zero. Sabemos como é boa execução em produto, posicionamento, operações e marca. Quando algo está errado, diagnosticamos e corrigimos. Gerimos a complexidade porque já fizemos isso antes, várias vezes.
  2. Temos frameworks sistemáticos que reduzem o risco da construção de infraestrutura. Não começamos do zero toda vez. Aplicamos frameworks comprovados de posicionamento, arquitetura de produto, execução e operações. Esses frameworks reduzem risco de execução porque eliminam as incógnitas.
  3. Podemos apostar cedo porque a alavancagem operacional escala no nosso portfolio. Um VC típico ganha só com retorno financeiro—capital vezes participação. Nós ganhamos com retorno financeiro e alavancagem operacional. Operamos infraestrutura em vários ventures, então não contratamos times separados por empresa. Aplicamos os mesmos frameworks, então a execução fica mais rápida e barata com o tempo. O modelo financeiro funciona para apostar cedo e levar fundadores até a tração.
  4. Estamos alinhados ao sucesso do fundador porque estamos investidos com skin in the game. Conforme o que trazemos ao venture, a OQVA fica com participações entre 30% e 70%, e o fundador fica com o restante. Estamos no venture no longo prazo. Se o fundador falha, falhamos. Esse alinhamento significa que estamos de fato investidos no sucesso do fundador, não só em fazer a alocação de capital parecer boa.

O que de fato fazemos

A OQVA aposta em fundadores cedo, no momento em que têm insight de domínio mas não têm infraestrutura. Oferecemos:

Framework de posicionamento

Traduzimos insight de domínio em clareza de mercado—quem você é, que problema resolve, por que o mercado precisa de você agora. Produzimos documentos de posicionamento, frameworks de estratégia e arquitetura de mensagens. Você é dono e entrega a voz; nós criamos a estrutura.

Produto e arquitetura técnica

Desenhamos produtos que encarnam o posicionamento: como deve ser o MVP, como arquitetar para escalar, o que construir primeiro e o que adiar. Cuidamos da implementação. Você foca em ser a voz do produto.

Operações e sistemas

Preço, entrega do serviço, estrutura de time, automação, fluxos que não exigem sua presença diária. Para você focar em estratégia e visibilidade em vez de detalhe operacional.

Julgamento

Construímos e encerramos ventures. Sabemos o que gera e freia momentum, onde fundadores tropeçam, que padrões se repetem. Está no nosso conselho, no nosso pushback, nas nossas recomendações.

Prestação de contas

Somos um cofundador que discorda, questiona e garante qualidade de execução. Dizemos quando algo não está certo e o que fazer no lugar. Só faz sentido porque temos skin in the game.

O resultado

O fundador lança com:

  • Posicionamento claro que o mercado entende
  • Produto desenhado com intenção estratégica
  • Sistemas operacionais que escalam sem sobrecarga do fundador
  • Um cofundador com julgamento e prestação de contas

Pulam a curva de aprendizado de 6–12 meses que outros fundadores percorrem. Lançam produto mais rápido. Falam com clientes antes. Constroem confiança de mercado antes.

Quando os concorrentes estão seis meses tentando entender a própria infraestrutura, os fundadores apoiados pela OQVA já estão iterando com clientes e construindo autoridade de marca.

Essa é a vantagem competitiva: não uma ideia melhor, mas iteração mais rápida e timing melhor.

IV

O que esperamos em troca

Compromisso do fundador

A OQVA só aposta em fundadores que levam a sério construir de verdade. Isso significa:

Você é dono da missão em público. Você é a face visível do que está construindo. Topa dar entrevistas. Topa falar em eventos. Topa ser associado à empresa de um jeito que gera risco de reputação pessoal. Essa visibilidade não é opcional. É a base da confiança do mercado. Se você não topa ser visível, não apostamos em você.

Você é coachável e colaborativo. Somos cofundador, então aconselhamos e questionamos. Às vezes vamos recomendar algo com que você discorda. Você precisa estar disposto a discutir a sério, ouvir o raciocínio e então decidir. A autoridade funciona assim: você tem a palavra final em visão, missão e direção de mercado. Nós temos a palavra final em qualidade de execução—se discordarmos de como algo deve ser construído ou posicionado, debatemos a sério e um de nós decide com base na evidência. Se um dos lados fica na defensiva ou não aceita ser desafiado, a parceria não funciona.

Você é transparente com os problemas. Quando algo não está funcionando, você fala. Quando está difícil, você diz. Quando está em dúvida sobre a direção, conversamos. Não dá para ajudar se não soubermos o que está acontecendo.

Você topa iterar. A primeira versão do posicionamento pode não ser a certa. O primeiro MVP pode errar o alvo. O primeiro sistema operacional pode precisar ser redesenhado.

Você entende a estrutura de equity:

Contribuição OQVAFundadorOQVA
Menor (ex.: posicionamento + build leve)70%30%
Maior (infraestrutura completa, capital, ops contínuas)30%70%

Você mantém propriedade relevante e autoridade de decisão em visão e missão. A OQVA assume equity e risco de capital proporcional ao que contribuímos.

Como é na prática

Quando a OQVA aposta em um fundador, em geral:

FaseDuraçãoO que acontece
Posicionamento e estratégia2–4 semanasFicamos claros no que estamos construindo e por quê. Entrevistamos você, mapeamos insight de domínio, articulamos o gap de mercado. Clareza compartilhada antes de construir.
MVP / produto4–8 semanasDesenhamos e executamos o produto. Você participa da direção e do feedback de clientes; nós da implementação. Você participa do que vai ao ar e do que fica para depois.
Ir a públicoVocê faz o primeiro contato com clientes, entrevistas, presença de marca. Nós cuidamos do backend—site, e-mail, ops. Você é a voz e a cara visíveis.
Iterar e escalarContínuoMedimos o que funciona, iteramos no posicionamento com feedback de clientes, escalamos operações. Você segue sendo a missão e a voz; nós escalamos a infraestrutura.

Em todo esse cronograma, o fundador:

  • Aprende o negócio a fundo em conversas com clientes e decisões estratégicas
  • Constrói relacionamento com clientes e parceiros
  • Refina o próprio entendimento do mercado
  • Torna-se a autoridade visível nesse domínio
  • Constrói marca pessoal e credibilidade
  • Decide direção, ajustes de posicionamento e prioridades estratégicas

O fundador faz o que só o fundador pode fazer: ser a missão, ser a voz, tomar as chamadas estratégicas. A OQVA faz a infraestrutura.

V

O fundador que você precisa ser

Profundidade de domínio

Isso é inegociável. Precisamos de fundadores que entendem o mercado em profundidade.

Isso significa:

  • Você trabalhou nessa indústria ou viveu esse problema
  • Você entende dinâmicas que os concorrentes perdem
  • Você conhece as dores do cliente porque as sentiu
  • Você identifica o gap porque está vendo de dentro, não da teoria
  • Você consegue falar do mercado sem parecer que está lendo relatório de pesquisa

Não é sobre credenciais. Você não precisa de MBA, exit de sucesso ou anos de experiência formal. Só precisa ter passado tempo real no domínio e aprendido algo de verdade.

Autenticidade

Você consegue enfrentar uma plateia e falar do seu domínio sem fingir?

Isso significa:

  • Você consegue dar entrevista e responder perguntas difíceis direto
  • Não precisa de roteiro ou talking points—consegue falar
  • Consegue admitir o que não sabe
  • Consegue explicar seu raciocínio mesmo quando é não convencional
  • Não recua quando desafiado

Isso se aprende, mas exige disposição para ser visível e vulnerável. Você tem que deixar as pessoas te verem como você é, não uma versão polida.

Procuramos isso na conversa. Você consegue falar do seu domínio com clareza e direto? Soa como performance ou como alguém explicando algo que entende? Fica na defensiva ou aberto?

Visibilidade

Você precisa estar disposto a ser a face pública do que está construindo.

Isso significa:

  • Você dá entrevistas e fala em público sobre a empresa
  • Você é o fundador que as pessoas conhecem de nome e rosto
  • Você está associado à marca pessoalmente
  • Você topa correr o risco de reputação
  • Você entende que essa visibilidade é feature, não bug

Não é preciso ser personalidade de mídia ou amar holofotes. É preciso aparecer de forma consistente, no tempo, como a cara da empresa. Clientes confiam em você. Investidores confiam. O mercado sabe que você é real.

Alguns fundadores são tímidos. Outros não gostam de atenção. Mas se você não topa ser visível, está pedindo ao mercado que confie numa abstração em vez de uma pessoa. Isso é bem mais difícil.

Ética de trabalho

Você aparece quando importa.

Isso significa:

  • Você não está atrás de emprego confortável. Topa trabalhar duro.
  • Lida com rejeição e iteração sem desistir.
  • Faz coisas incômodas.
  • Cumpre compromissos.
  • Não precisa de gestão ou motivação constante.

Não é sobre trabalhar 80 horas por semana. É sobre compromisso sustentado e fazer o que precisa ser feito.

Coachabilidade

Você aceita ser desafiado e mudar de opinião.

Isso significa:

  • Você não é apegado às suas ideias
  • Consegue discordar de nós, nos ouvir e atualizar sua visão
  • Topa tentar coisas que não foram seu primeiro instinto
  • Consegue separar crítica à ideia de crítica a você
  • Confia que bom conselho vem de quem tem skin in the game

Isso é crucial porque construir uma empresa exige aprendizado e iteração. Se você fica na defensiva ao errar, não aprende rápido o suficiente.

VI

Por que agora?

A virada de mercado

Acreditamos que o mercado está saindo do fundador corporativo polido e indo em direção ao especialista de domínio autêntico.

O ecossistema de startups há muito recompensa o fundador polido, credenciado e bem conectado que capta capital e gerencia board. Mas esse tipo, embora bom em alocação de capital e navegação política, muitas vezes não é o melhor em entender mercados ou construir produtos que clientes realmente querem.

Apostamos que o mercado—clientes, investidores, parceiros—está cada vez mais cético com mensagem lisa e posicionamento polido. Corporativês demais. Fundadores que soam idênticos. Empresas competindo em narrativa em vez de convicção.

Isso abre espaço para outro tipo de fundador: o especialista de domínio autêntico.

  • Não o fundador com o pitch perfeito, mas o que claramente viveu o problema.
  • Não o CEO contratado, mas a pessoa construindo algo em que acredita.
  • Não as marcas construídas em comunicadores, mas as marcas construídas em credibilidade e voz do fundador.

Apostamos que, se você tem insight de domínio e topa ser visível e real, o mercado vai te recompensar.

A evidência que vemos: clientes, investidores e parceiros confiam cada vez mais em pessoas do que em abstrações. Confiam em fundadores que claramente viveram o problema e topam ser públicos sobre isso.

A vantagem de timing

Além disso, o problema de infraestrutura está pior do que nunca.

Fundadores hoje têm mais ferramentas (Claude, design systems, no-code), mas também mais complexidade. Aprender quais usar, como briefar, como avaliar resultado, como iterar—isso vira um trabalho em tempo integral. Um fundador gerenciando decisões de infraestrutura é um fundador que não está sendo a missão.

Os fundadores que conseguem manter foco total em ser a missão, com toda a infraestrutura delegada, vão ganhar.

A OQVA pode dar esse foco. Já sabemos quais ferramentas funcionam, como usar, como é boa execução. Pulamos a curva de aprendizado do fundador e cuidamos da complexidade.

Isso é um multiplicador: Foco do fundador + apoio cedo + suporte operacional = vantagem competitiva difícil de replicar.

VII

O que não fazemos

Limites claros

A OQVA não aposta em todo fundador ou toda ideia. Somos seletivos porque nosso modelo só funciona em condições específicas.

Não apostamos em ideias sem compromisso do fundador

Sem relacionamentos passivos, sem hedging, sem side projects. Você precisa topar ser a face visível. Se não está all-in, não temos interesse.

Não trocamos sua voz por mensagem corporativa

Se sua história é autêntica, amplificamos. Não polimos até ficar irreconhecível. Sua voz é o ativo; protegemos.

Não ficamos com equity que não merecemos

Ficamos com equity pelo valor operacional—infraestrutura, frameworks, capital, julgamento. Nossa parte é pelo que de fato trazemos. Não apertamos fundadores.

Não evitamos conversas difíceis

Se algo está errado, dizemos. Somos cofundador, não provedor de serviço. Temos autoridade e responsabilidade de questionar.

Não apoiamos fundadores em burnout

Se você está entrando em burnout, ajustamos—contratamos, redistribuímos trabalho, mudamos estratégia. O ponto é você seguir fresco e focado. Se criamos condições insustentáveis, falhamos.

VIII

Como pensamos em sucesso

Para o fundador

Sucesso para o fundador é:

  1. Clareza. Você entende seu mercado, sua posição competitiva e por que clientes querem o que você está construindo. Essa clareza vem de ter vivido o problema e de a OQVA te ajudar a articular.
  2. Velocidade. Você lança produto rápido. Fala com clientes rápido. Itera rápido. Não está preso aprendendo infraestrutura ou gerindo execução. Está focado e em movimento.
  3. Autenticidade. Sua marca é construída na sua voz e credibilidade reais. Não em comunicadores contratados. Não em mensagem polida. No seu entendimento real e na sua disposição de ser público sobre isso.
  4. Propriedade. Você é dono da empresa. Toma as chamadas estratégicas. É a cara. Está construindo algo que é seu de verdade.
  5. Sustentabilidade. Você não está em burnout. Não está afogado em detalhe operacional. Faz o que só você pode fazer. Trabalha duro, mas de forma focada e sustentável.
  6. Crescimento. A empresa cresce. Receita cresce. Confiança do cliente cresce. Sua autoridade pessoal no mercado cresce.

Para a OQVA

Sucesso para a OQVA é:

  1. Sucesso do fundador. Se o fundador ganha, nós ganhamos. Nossos incentivos estão alinhados.
  2. Processo repetível. Aplicamos frameworks que funcionam. Em vários ventures, validamos o modelo. Cada venture nos ensina algo para o próximo.
  3. Retornos do portfolio. Nossas participações valorizam. Nosso capital retorna múltiplos. Nossa alavancagem operacional aumenta.
  4. Credibilidade. Provamos que nosso modelo funciona. Podemos mostrar ao mercado: estes são os ventures que apoiamos, estes os resultados, e por que fundadores devem trabalhar conosco.
  5. Capacidade do time. Construímos capacidade interna. Contratamos quem entende nossos frameworks. Criamos sistemas que escalam. Com o tempo, a OQVA fica mais capaz e mais valiosa.

Sucesso no nível do portfolio

O venture studio tem sucesso quando:

  1. Os ventures são coerentes (o mercado entende o que são e por que existem)
  2. A propriedade do fundador é clara (o fundador é visivelmente a missão)
  3. A alavancagem operacional funciona (os sistemas OQVA escalam no portfolio)
  4. Os modelos de receita são sustentáveis (caminho claro para extração do fundador)
  5. O foco do fundador é mantido (sem burnout, sem distração)
IX

A aposta que estamos fazendo

Em foco do fundador

Todo o modelo da OQVA repousa nesta aposta: foco do fundador é o recurso mais escasso, e vale a pena pagar por ele.

A maioria acha que o limite é capital ou ideias. Nós achamos que é a atenção do fundador.

Um fundador com insight de domínio e autenticidade, focando 100% em ser a missão e falar com o mercado, vence um fundador tentando equilibrar infraestrutura com visão 95 vezes em 100.

Apostamos que, se tirarmos toda a sobrecarga de infraestrutura—se cuidarmos de produto, operações, posicionamento, marca, capital—o fundador pode se mover tão rápido e focar tão claro que vai romper.

Em autenticidade

Também apostamos que o mercado está de fato indo em direção à autenticidade e saindo da mensagem corporativa polida.

Que clientes vão confiar mais em um fundador do que em um CEO contratado.

Que investidores vão investir em convicção real mais facilmente do que em pitches convincentes.

Que o sinal de recompensa da internet é voz humana de verdade, não marca fabricada.

Não é aposta no passado. O passado era "contrate um CEO, monte um organograma profissional". Mas isso está mudando. O mercado está mais transparente. Autenticidade vale mais. A voz do fundador importa mais.

Apostamos nessa tendência e construímos nosso modelo em torno dela.

Em frameworks de infraestrutura

Apostamos que conseguimos codificar e sistematizar infraestrutura o suficiente para ser repetível em ventures diferentes.

Que não precisamos reinventar estratégia de posicionamento para cada fundador.

Que podemos aplicar frameworks de arquitetura que reduzem risco de execução.

Que os sistemas operacionais que construímos para um venture podem ser adaptados para o próximo.

É uma aposta de escala. Se não sistematizarmos, não escalamos. Se tudo for custom e específico do fundador, nunca vamos conseguir apostar em vários ventures ao mesmo tempo.

Acreditamos que dá para sistematizar sem perder a autenticidade específica do fundador. Essa é a aposta.

X

Vida longa ao empreendedor

A indústria de venture capital vendeu aos fundadores uma história: vai grande ou vai pra casa. Levante bilhões. Construa um unicórnio. Saia para o Google. Essa narrativa é venenosa para 99% dos fundadores.

A maioria dos fundadores não quer construir o próximo Facebook. Não quer gerir 500 pessoas. Não quer navegar política de board, diluição trimestral ou a esteira infinita de captação. Isso não é ambição. É ilusão vendida por quem ganha com a esperança deles.

O que eles realmente querem: construir algo real num domínio que entendem. Algo que funciona. Algo que gera lucro. Algo que lhes dá autoridade, credibilidade e liberdade no mercado deles.

Isso não é pouco. É tudo.

O fundador—a pessoa com insight de domínio e disposição para ser visível—não precisa de venture capital. Precisa parar de aprender estruturas corporativas que não se encaixam no que está construindo. Precisa de infraestrutura que escala sem escalar infinitamente a empresa. Precisa de um cofundador que saiba traduzir insight de domínio em negócio que funciona.

A OQVA existe para esse fundador.

Não para te ajudar a levantar Series A. Não para te colocar na frente do Senado explicando suas práticas. Não para maximizar valuation de saída. Para te ajudar a construir um negócio funcional e lucrativo no seu domínio sem passar dez anos aprendendo a ser CEO.

Você tem profundidade de domínio. Você entende o gap. Você topa ser visível. Isso basta. O resto—posicionamento, produto, operações, sistemas de marca—é infraestrutura que nós cuidamos.

O que você ganha é clareza, velocidade, sustentabilidade e propriedade. O que você dá é foco em ser a missão. Sua atenção no que só você pode fazer.

Se você é um fundador que quer de fato construir algo que funciona, num domínio que entende, seu, rodando de forma sustentável—vamos conversar.

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